Bandas, não pontos. Nunca verde sem backtest.
Uma população sintética é um instrumento. Como todo instrumento, vale o que vale a sua calibração — então medimos contra a realidade, publicamos a regra, e dizemos em voz alta o que ela ainda erra.
Toda resposta diz quanto confiar nela.
Pode decidir com isso. A margem de erro é pequena e foi medida contra a realidade.
Aponta a direção certa, com margem maior. Bom para priorizar, não para cravar o número.
A população existe e responde, mas ainda não passou por backtest neste tema. Leia como hipótese.
O selo só fica verde com ρ ≥ 0,6 e MAE < 15pp contra resultado real. Abaixo de ρ 0,4 fica vermelho — e a decisão volta para um humano.
Régua de acurácia: pesquisa brasileira de consumo/opinião publicada, fev/2026 (N=1.557). Para domínios distantes dele, a régua é extrapolação declarada — não medição direta. Simulação sintética não é predição.
Sete camadas, não um perfil.
Cada pessoa sintética é construída em sete camadas, ancoradas em dados públicos oficiais — para que a mesma pessoa responda ao mesmo estímulo de jeitos diferentes em momentos diferentes, como humanos fazem.
Fontes de calibração: Censo 2022 (IBGE, incl. Nupcialidade e Família, nov/2025 — tabelas SIDRA 9879, 9881 e 9882, composição domiciliar) · PNAD Contínua · FGV Social · TSE · séries estatísticas públicas — safras e vieses declarados na página de metodologia do app.
Até onde uma população pode ser resolvida.
A estatística pública é o teto. Uma população sintética só chega ao grão — e à atualidade — do dado que a calibra. Por isso o teto é declarado antes de você rodar o estudo, não descoberto dentro do resultado.
Piso geográfico
As populações são calibradas em nível de país, região e estado — os níveis em que as séries contínuas que as mantêm atuais seguem representativas.
O que isso significa pra vocêExiste dado por setor censitário, mas ele envelhece uma década entre censos: uma população mirando um bairro seria precisa sobre 2022 e muda sobre hoje. Estudo nessa resolução é extrapolação declarada, e o selo cai junto.
Safra e deriva
Censo é decenal; o que acontece no intervalo vem de pesquisas complementares, com escopo e cadência próprios.
O que isso significa pra vocêToda população pina a safra da fonte que a calibrou, e todo estudo é pontuado contra a régua da própria safra. Distância da safra é deriva — declarada, nunca alisada.
Heterogeneidade acima do estrato
Um país continental, de distância social ampla, camadas de imigração e povos indígenas presentes em todos os estados não comprime numa média nacional.
O que isso significa pra vocêAs marginais reproduzem os estratos que são publicados. Sozinhas, elas não resolvem uma população minoritária dentro de um estrato — o grupo está representado nos totais sem ser legível como ele mesmo.
Quando um recorte não basta
Onde o estrato publicado absorve o grupo que você quer ouvir, filtrar a biblioteca geral é o instrumento errado.
O que isso significa pra vocêEssa pergunta pede uma população dedicada, com fontes próprias e selo próprio. Onde não dá pra construir uma com honestidade, o estudo vai pro registro de recusas em vez de voltar com um número confiante.
A restrição é a mesma em qualquer país — e é por isso que o selo nunca é transferido de um pro outro. Cada um é medido onde está.
O que ainda erra — dito em voz alta.
Mantemos um registro vivo dos jeitos como uma pessoa sintética pode falhar quando interrogada como uma de verdade. Seis famílias de falha, cada uma com mecanismo de detecção, defesa construída — e um status honesto que só muda por medição, nunca por otimismo. O registro completo — dezoito armadilhas nomeadas, cada uma com evidência, defesa, status e data — é público em /limitations.
Agradar o entrevistador
Modelos de linguagem tendem a concordar com quem pergunta — mesmo quando a evidência não concorda.
Como ultrapassamosCláusula anti-aquiescência no núcleo da pessoa e taxa de concordância medida por uma bateria adversarial — a defesa só conta quando a taxa é medida.
Preencher o vazio
Onde uma pessoa real não saberia, o modelo pode inventar uma resposta plausível.
Como ultrapassamosLicença de conhecimento por pessoa: o que ela plausivelmente sabe está declarado, "não sei" é resposta válida — e o que fica fora da licença é barrado.
Achatamento populacional
Colapso de variância e caricatura demográfica — a família mais difícil, e a que dizemos abertamente que prompt sozinho não resolve.
Como ultrapassamosFidelidade medida por subgrupo e dosagem de estilo contra caricatura; onde o prompt se esgotou por medição, o trabalho migra pra quem responde — modelo, ficha e genoma da população.
Deriva entre ficha e fala
Os fatos materiais da pessoa vivem numa ficha; a fala não pode contradizê-la.
Como ultrapassamosA fala é conferida contra a ficha canônica, conversa a conversa — contradição vira alerta medido, nunca silêncio.
Artefatos de instrumento
Desejabilidade social, ordem das perguntas, ancoragem — as mesmas armadilhas que distorcem pesquisa com humanos.
Como ultrapassamosRotação da ordem de opções entre respondentes, testes às cegas contra pesquisa real e medição dos vieses no próprio instrumento.
O motor como sistema
Contaminação entre contextos e efeito de provedor — falhas da maquinaria, não da persona.
Como ultrapassamosContaminação monitorada, vocabulário publicado no prompt com preservação marcada — nada descartado em silêncio — e efeito de provedor atribuído ao provedor.
Instrumento nenhum nasce pronto — o telescópio também não nasceu. Cada limitação vencida deixa a lente mais limpa: mais olhos, mais honestos, para cada decisão sobre pessoas.
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Quando uma população ganha ou perde um selo, ou um resultado real novo é medido contra o motor, escrevemos uma vez. Sem cadência de newsletter — só entradas novas no registro.